quarta-feira, 2 de maio de 2007

Biografia xD



João Cabral de Melo Neto (9 de janeiro de 1920, Recife — 9 de outrubro de 1999, Rio de Janeiro) foi um poema e diplomata brasileiro. Pertencia a uma das mais tradicionais famílias do Pernambuco, sendo irmão do historiador Evaldo Cabral Melo e primo do poeta Manuel Bandeira e do sociólogo Gilberto Freyre
Conhecida pelo rigor estético de seus versos, avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes.

Quando o leitor é confrontado com a poesia de Melo Neto apercebe-se, a princípio, de um certo número de dualidades antitéticas, por vezes obsessivas. Entr espaço e tempo, entre o dentro e o fora, entre o maciço e o não-maciço. Entre o masculino e o feminimo, entre o Nordeste desértico e a Andaluzia fértil, ou entre a Caatinga desértica e o úmido Pernambuco. É uma poesia que causa algum estranhamento porque não é emotiva, mas sim cerebral. Melo Neto não recorre ao pathos ("paixão") para criar uma atmosfera poética. Mas sim a uma construção elaborada e pensada da linguagem e do dizer da sua poesia.
Algumas palavras são usadas sistematicamente na poesia deste autor: cana, pedra, osso, esqueleto, dente, gume, navalha, faca, foice, lâmina, cortar, esfolado, baía, relógio, seco, mineral, deserto, asséptico, vazio, fome.

3 comentários:

Geruza Zelnys disse...

sua postagem reflete bem aquilo q falamos sobre o autor de A mulher e a casa, ou seja, um construtor rigorosamente preocupado com o ato de construir!
bj
G.

Geruza Zelnys disse...

ah achei legal falar sobre dualidades antitéticas...
penso agora q é nos desvãos entre um polo e outro ou, ainda, no roçar de idéias/palavras contraditórias q surge a poeticidade de jcmn
vamos pensar nisso!
bj
G.

jornalvilma@gmail.com disse...

Oi lindinha, desculpe a (in)vasão (vasão de sentimentos)... Meu nome é Lucimara, sou professora de Literatura em Cerquilho, no colégio Educare e cunhada da Gê...
Gostaria de parabenizar a você e a todos os seus amigos de sala pelo belíssimo trabalho literário que vcs estão realizando... Meus alunos adoraram o vídeo "Auto-Transporte para o inferno" (vc em especial). Adorei a atuações e a transformação da linguagem...Gil Vicente ficaria orgulhoso em perceber como sua linguagem é atual e "saborosa"... enfim... meus parabéns e continuem sempre na jornada em busca do (auto) conhecimento...Bjinhos... Lú