
A Carlos Drummond de Andrade
Não há guarda-chuva
contra o poema
subindo de regiões onde tudo é surpresa
como uma flor mesmo num canteiro.
Não há guarda-chuva
contra o amor
que mastiga e cospe como qualquer boca,
que tritura como um desastre.
Não há guarda-chuvacontra o tédio:
o tédio das quatro paredes,
das quatro
estações, dos quatro pontos cardeais.
estações, dos quatro pontos cardeais.
Não há guarda-chuva
contra o mundo
cada dia devorado nos jornais
sob as espécies de papel e tinta.
Não há guarda-chuva
contra o tempo,
rio fluindo sob a casa, correnteza
carregando os dias, os cabelos.
Um comentário:
lindooooooooooooo!
q profundidade nessas palavras tão cotidianas, não é...
palavras do dia a dia, tão gosto de feijão com arroz e o cara tira essa vitamina pra nossa emoção
loucura!!!!!!!!!!!!!!!!!
viu só porque ele é tão aclamado?!
bj
G.
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